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Wanderlei Barbosa vai entregar hospital da mulher para empresa privada. O que já não é bom, pode ficar caro

A empresa pega o hospital por R$ 2 bilhões de reais

06/05/2025 às 17h11
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Wanderlei Barbosa vai entregar hospital da mulher para empresa privada. O que já não é bom, pode ficar caro
O governo do Tocantins, na pessoa do governador Wanderlei Barbosa, assinou um contrato bilionário com uma empresa para entregar a ela a operação do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual. Segundo o extrato do contrato, publicado no Diário Oficial do Estado, a vencedora da licitação terá uma concessão de 30 anos de serviço. A empresa pode receber até R$ 2.622.875.808 neste período. O projeto é coordenado pela Secretaria de Estado de Parcerias e Investimentos (SPI/TO), em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) e a Companhia Imobiliária de Participações, Investimentos e Parcerias (Tocantins Parcerias).
 

O contrato de Parceria Público-Privada foi assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, com a empresa Opy Healthcare. Segundo o extrato do contrato, o Estado vai pagar R$ 7.806.178,00 por mês, após o início da operação do hospital. Assim, o custo anual do contrato será de R$ 93.674.136. O estado afirma que os pagamentos serão feitos por 28 anos.

"O valor da contraprestação é valor referência e é o máximo que será pago mensalmente. Ele depende de um cálculo que será feito mês a mês, cálculo que leva em conta os indicadores de desempenho que a concessionária vai ter que cumprir. Então, é o valor máximo que vai receber se cumprir 100%", explicou o assessor de estruturação de parcerias e concessões da SPI/TO, Álan Rickson.

A previsão do governo é de que essa nova unidade hospitalar substitua o atual Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR). Serão 210 leitos e 20 vagas na nova Casa Gestante, Bebê e Puérpera, ampliando a capacidade de atendimento mem maisde 60%.

A construção do hospital será feita em Palmas, em um terreno de 25 mil m², que é seis vezes maior do que a estrutura atual. Ainda segundo o governo, a empresa deverá investir R$ 299 milhões na implantação.

O projeto prevê a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) obstétrica-ginecológica, ampliação dos leitos de UTI Neonatal e um heliponto para transporte de emergência.

A unidade deve ofertar serviços integrais nas áreas de ginecologia, obstetrícia e atenção neonatal, garantindo uma infraestrutura de ponta. Também é prevista a ampliação do Banco de Leite humano e do Serviço de Atenção Especializada às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis).

As obras do novo hospital têm previsão de início para o primeiro semestre de 2025. O projeto prevê a entrega da unidade em funcionamento no prazo de 24 meses.

A licitação para construção, gestão e operação do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual do Tocantins foi realizada na Bolsa de Valores B3, em São Paulo/SP, em agosto de 2024.

O contrato estabelece que a empresa será responsável pela construção do prédio, aquisição e instalação de equipamentos, bem como pela gestão administrativa e manutenção da unidade por 30 anos.

Por outro lado, a gestão clínica de todas as equipes de profissionais da saúde permanecerá sob a responsabilidade do Estado.

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