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Possível reconciliação entre Vicentinho Júnior e Wanderlei Barbosa agita os bastidores políticos

Em suma, aliar-se com Amélio é uma saída estratégica do portuense para ser candidato ao senado. 

28/08/2025 às 19h58
Por: Keops Mota
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Possível reconciliação entre Vicentinho Júnior e Wanderlei Barbosa agita os bastidores políticos

 

“A política é como a nuvem, uma hora está de um jeito, outra hora doutro”, Leonel Brizola. 

 

A senadora Dorinha não está conseguindo manter o grupo coeso e peças importantes de sua pré-candidatura são sinais que podem deixar o barco, ainda mais com o vazamento daquele áudio comprometedor, que escancara a rachadura dentro da federação União/PP — a União Progressista — e uma reaproximação do deputado federal Vicentinho Júnior com o governador Wanderlei Barbosa não está descartada, pois o parlamentar sente que está sendo frito por Dorinha, que declarou que prefere Eduardo Gomes à Vicentinho. A composição de chapa sonhada por Dorinha não inclui o progressista. Gaguin e Gomes é o que deseja Dorinha. Vários fatores, além da rejeição de Dorinha, podem levar Vicentinho de volta ao Palácio. 

 

Ligação política histórica 

 

Vicentinho Júnior e seu pai, Vicentinho Alves, são aliados históricos da família de Wanderlei Barbosa. A história conta que Vicentinho Alves ajudou Fenelon Barbosa, pai do governador, em sua candidatura à prefeitura em Taquarassu do Porto (hoje distrito de Palmas). A ligação política vem de antes da criação do estado do Tocantins e é um fator predominante para a reconciliação. 

A família de Vicentinho Júnior também tem ligações históricas com a família do candidato de Wanderlei do Palácio, Amélio Cayres. O Vicentinho Alves, em suas visitas ao Bico do Papagaio, fazia questão de deixar de lado os hotéis e dormir na casa de Antônio do Bar, irmão de Amélio e prefeito de Augustinópolis. Uma aliança que remonta dos tempos da antiga aliança do Tocantins, liderada por Siqueira Campos. 

 

A falta de espaço na federação

 

Não está descartada a saída do PP para poder se desvencilhar dessa “sinuca de bico” em que a Dorinha o meteu. O destino provável é o republicanos de Wanderlei. Vicentinho já oficializou sua pré-candidatura ao Senado, é quase impossível um recuo dessa decisão e a única alternativa viável seria buscar espaço na base governista. Vicentinho tem até 5 de abril de 2026 para decidir se fica no PP e continua a ser frito pela senadora ou volta ao Palácio no Republicanos. 

 

Eduardo Gomes em cima do muro 

 

O senador Eduardo Gomes é conhecido por sua boa relação com Dorinha e as suspeitas de que pode integrar sua chapa aumentaram após seu silêncio sobre as críticas ao governo de sua companheira de partido Janad Valcari. Eduardo Gomes é imprevisível, mas o Palácio vê em seu silêncio em relação a Janad uma possibilidade de não acompanhar Amélio. Aí entra Vicentinho Júnior para ocupar a vaga. 

Em suma, aliar-se com Amélio é uma saída estratégica do portuense para ser candidato ao senado. 

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