
Uma gravação de áudio entre o coordenador de campanha do prefeito de Carrasco Bonito, Nego do Foguin, que busca reeleição, e outra pessoa desconhecida dá indícios de uma suposta compra de apoios políticos. No áudio vazado, Erinaldo, que é o coordenador da campanha de Nego, se refere a um tal Chicão. Erinaldo diz as seguintes palavras: “Quero que ele segure bem aí um pouquin, só enquanto a gente desenrola esse negócio do Chicão”. Chicão é candidato a vereador ao lado de Raimundinha do Alexandre. No segmento do áudio, Erinaldo dá a entender que Chicão recebeu o dinheiro, mas não cumpriu com o combinado e em tom de ameaça diz: “Tem conversa não, ou devolve o dinheiro e, se precisar, desconta isso aí”.
O áudio comprometedor coloca em xeque a lisura da eleição em Carrasco Bonito, o abuso de poder econômico está nas entrelinhas do áudio do coordenador se campanha do prefeito que sem pudor fala com toda desfaçatez que exala em suas palavras, que Chicão, apoie o prefeito Nego do Foguin ou devolve o dinheiro ao qual serviu para comprar seu apoio, ao menos, é isso que indica o áudio vazado.
A legislação eleitoral é dura em relação a esse tipo de prática. A compra de apoio político é crime eleitoral e os acusados estão passíveis de sanções. O Art. 22 da lei complementar 64/90 diz: Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político, obedecido o seguinte rito: (Vide Lei nº 9.504, de 1997)
Seguindo essa orientação jurídica da lei complementar 64/90, qualquer cidadão pode fazer denúncia ao Ministério Público Eleitoral, tendo como base e eventual prova o áudio de Erinaldo, onde ele se entrega de uma maneira bem explícita. O que nos resta a dizer diante desses fatos é que a campanha de Nego do Foguin pode estar pautada no ilícito, é o que conseguimos deduzir com esse áudio vazado. Agora cabe à justiça eleitoral analisar os fatos e tomar as medidas cabíveis.
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