
A campanha do pedetista Zé Mendonça, candidato a prefeito pela cidade de Augustinópolis, resolveu adotar um mote interessante: 'o povo quer o liso'. É uma afirmação que, primeiro, não está em sintonia com todas as pesquisas divulgadas, as quais colocam Antônio do Bar na liderança com até 31 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, segundo, passa ao povo uma impressão errada sobre o candidato e levantar uma pergunta: "se o cara não consegue gerir o próprio dinheiro e anda liso, como conseguirá gerir as contas públicas?" É mais um tiro no próprio pé. A campanha de Zé Mendonça tem apresentado comportamento de quem não consegue seguir uma linha propositiva e quando está apertado pelos números das pesquisas apela para esse marketing agressivo, o que ajuda a espantar ainda mais o eleitorado.
A música que traz o novo de campanha de Zé Mendonça tem um trecho que diz: “Ninguém quer o barãozinho, ninguém quer o comprador”, a música não cita nomes, mas como diz o ditado: 'para um bom entendedor, meia palavra basta'. Esse ataque velado de Zé Mendonça ao seu opositor não produz frutos, ao contrário, inibe o crescimento da árvore.
Poderia aqui colocar um terceiro ponto sobre esse novo mote de Zé Mendonça, que é um áudio vazado nas redes sociais onde ele diz que queria ter o dinheiro de um prefeito vizinho e, nas suas próprias palavras, “tocar fogo em Augustinópolis”. Suas palavras no áudio deixam a nítida impressão de que tivesse dinheiro, iria gastar o que fosse e da maneira que fosse para ganhar a eleição, não se importando com nada. Eles estão entrando em uma estrada perigosa, que podem afundá-los ainda mais no poço que se encontram. Escolher o marketing correto em uma eleição em uma cidade do tamanho de Augustinópolis é crucial e ataques desnecessários, mesmo que velados, não é uma boa pedida.
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