
O resultado vindo das urnas no último dia 6 de outubro foi uma desilusão para os grupos oposicionistas. Durante o processo eleitoral, alguns já estavam planos do que seria feito quando, se acaso, chegassem ao poder. Até o último momento, estavam acreditando que sairiam vitoriosos, mas o fechar das urnas trouxe-os para a realidade. Foi uma vitória de Antônio Cayres de Almeida — Antônio do Bar — que ficou para a história, parafraseando uma das frases célebres do presidente Lula: nunca antes na história de Augustinópolis houve uma tão grande diferença de votos entre os concorrentes ao cargo.
A reeleição de Antônio do Bar mostrou o porquê dele ser a maior figura política da região do Bico do Papagaio. Os seus dois adversários, Zé Mendonça e Dr Guilherme; segundo e terceiro colocados respectivamente, viram o trator eleitoral esmagá-los sem piedade. Se ambos se unissem — o que era sonho de alguns — ainda assim perderiam por 1357 votos de diferença. Essa derrota oposicionista fez derreter as pretensões de algum deles em se tornar nomes viáveis para assumir o comando da oposição na cidade.
Já não bastasse a derrota vergonhosa nas urnas, a composição da câmara também não lhes é favorável. Das 11 cadeiras, 8 são do grupo situacionista, apenas o reeleito Ozeas, e os recém-eleitos Kinha e Daniel farão oposição ao prefeito. A oposição, sem votos, sem prestígio e com a sombra de uma derrota jamais vista na história política augustinopolina, vai para 2028 mais enfraquecida do que quando entrou na campanha em 2024.
Reconhecemos que uma oposição é salutar para a democracia, no entanto, no caso de Augustinópolis, não conseguimos ver oposicionistas com força política para serem competitivos em uma eleição vindoura.
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