
Em 2026, serão abertas duas vagas para a representação tocantinense na câmara alta; dos senadores Eduardo Gomes e Irajá Abreu. Os dois senadores podem buscar a reeleição, mas encontrarão pelo caminho algumas pedras. Além da alta rejeição dos senadores, o surgimento de nomes que podem concorrer à vaga é outro fator que pode levantar o alerta vermelho. Há quem diga que Eduardo Gomes cogita a Câmara Federal, para continuar em Brasília, mas outros afirmam que poderá concorrer ao governo do Tocantins, essa última não passa de uma esperança morta de seus aliados, o mais provável é que sim, concorra à reeleição ao senado.
Irajá Abreu está seguindo os passos de sua mãe, a ex-senadora Kátia Abreu, que ao longo de sua carreira política — maior parte no Senado — conseguiu aos poucos se despopularizar. Mas Kátia Abreu seguiu um ritmo mais lento nesse caminho de antipatia popular, ao contrário de seu filho, que caminha a passos largos e com toda a pressa do mundo para o ostracismo. O seu desejo seria concorrer ao governo do Tocantins, projeto esse que parece ter engavetado e vai buscar a reeleição.
Dentre os nomes que se apresentam para tentar tirar as duas vagas dos atuais ocupantes, destaco os deputados federais Vicentinho Júnior e Alexandre Guimarães. Tanto Vicentinho Júnior quanto Alexandre Guimarães não escondem de ninguém seus desejos em serem senadores. Hoje, ao lado do vice-governador Laurez Moreira, que se declarou oposição e que poderá concorrer ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior tem mais chances de conseguir a candidatura.
A ida do parlamentar para a oposição foi uma jogada estratégica, pois, seguindo com Wanderlei Barbosa na situação, teria que concorrer à vaga com Eduardo Gomes, que é candidato natural, e Leo Barbosa, filho do governador. Com Laurez, a concorrência é menor. Sua atuação na Câmara Federal tem rendido elogios tanto da classe política como do eleitor.
Alexandre Guimarães, que luta para concorrer, é um nome que pode surpreender, caso seja candidato. Está em seu primeiro mandato na Câmara Federal e com desejo de seguir na carreira política, alçando voos mais altos. Sua rejeição ainda é baixa, não possui os vícios políticos da velha guarda e pode oxigenar a representação tocantinense no Senado. Vamos ver o que 2025 nos dirá sobre 2026 e as eleições estaduais. Até lá.
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