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Ponte do Estreito: a tragédia e a politicagem

Dados trazidos pelo jornalista Luiz Armando Costa mostram que a preocupação dos deputados federais com a ponte era zero. Conforme está publicado em seu jornal eletrônico, nos últimos quatro anos, deputados do Maranhão e Tocantins destinaram juntos quatro bilhões de reais, mas nenhum centavo foi para a reconstrução da ponte.

24/12/2024 às 09h14
Por: Keops Mota
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Ponte do Estreito: a tragédia e a politicagem

No último dia 22, domingo, presenciamos uma das maiores, ou a maior das tragédias na região Tocantina. A ponte que liga os estados do Tocantins e Maranhão desabou, levando consigo muitas vidas, uma tragédia anunciada, não somente por vereadores dos municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) e blogueiros, mas também pelas próprias condições da ponte que há 60 anos não via uma manutenção. A tragédia revela o descaso do governo federal Norte e Nordeste e escancara o lado mais vil da politicagem. Em meio à dor dos familiares que perderam seus entes queridos, o ministro Renan Filho estava apenas preocupado em fazer política e limpar a imagem do governo Lula.

 

Políticos do Maranhão e Tocantins apareceram repentinamente com pedidos para a manutenção da ponte, como quem quer falar “a ponte caiu, mas eu fiz minha parte”, em um ato de livrar-se política e eleitoralmente da tragédia. Dados trazidos pelo jornalista Luiz Armando Costa mostram que a preocupação dos deputados federais com a ponte era zero. Conforme está publicado em seu jornal eletrônico, nos últimos quatro anos, deputados do Maranhão e Tocantins destinaram juntos quatro bilhões de reais, mas nenhum centavo foi para a reconstrução da ponte.

 

Após o desabamento e as mortes, fazem palanque em cima da tristeza alheia, posando de bons mocinhos com o único e exclusivo intuito de fazer marketing político. Uma tragédia que poderia ser evitada se os deputados federais maranhenses e tocantinenses tivessem pressionado o governo federal para agilizar o estudo de viabilidade para a construção de uma nova ponte e interditado a desabada, abrindo caminhos alternativos. Mas nada fizeram, esperaram a tragédia acontecer para vir a público e fazer os seus teatros. É a politicagem em seu modo mais cruel.

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