
O Estado do Tocantins completou, em 2025, 37 anos de criação, e durante todo esse período fomos governados pelo G-5 — Grupo das cinco maiores cidades do Tocantins — e o que pudemos contemplar foi uma série de escândalos, cassações e instabilidade política e jurídica. Salvo Siqueira Campos e Wanderlei Barbosa, os demais ajudaram na derrocada fiscal, moral e política do estado, trazendo prejuízos para a população. A luta pelo poder que essa elite trava desde os primórdios é imoral, colocando-a como a verdadeira vilã dos problemas que o jovem Tocantins enfrenta.
Foi nos governos dessa elite que o tocantinense viu o Estado em manchetes policiais em todo o Brasil. Foram escândalos de todos os tamanhos que levaram à cassação de Marcelo Miranda e Mauro Carlesse. Eu havia livrado Siqueira Campos da sujeira que essa elite do G-5 jogou o Estado do Tocantins, mas me veio à memória o episódio vergonhoso da renúncia dupla de Siqueira Campos e seu vice João Oliveira, que alçou ao posto de governador Sandoval Cardoso, então presidente da ALETO.
A renúncia dupla foi envolta em muitos questionamentos e, mais tarde, uma denúncia dava conta de que João Oliveira teria supostamente recebido R$ 2,5 milhões para renunciar. Com Sandoval o Tocantins começou a mergulhar em um mar de recessão, a saúde fiscal teve seu início de piora. Essa situação agravou-se com Carlos Gaguin, que chegou ao poder graças à cassação de Marcelo Miranda e seu vice, acusados de distribuir irregularmente lotes em programa habitacional. Gaguin era presidente da ALETO.
Visando reeleição, Gaguin promoveu benesses a policiais, distribuiu bondades a servidores sem se importar com o cofre do Estado, que naquele momento necessitava de cuidado. A recessão piorou, muito por conta da cassação de Marcelo Miranda, mas a irresponsabilidade fiscal de Gaguin contribuiu bastante.
Após alguns anos e um mandato bem abaixo do esperado de Siqueira Campos, entra novamente Marcelo Miranda, mas é cassado novamente e joga de vez o Tocantins no abismo fiscal. O Tocantins foi marcado por lutas políticas que chegaram aos tribunais e essa série de cassações, movidas pelo desejo do poder, sempre foi marca dessa elite que sempre dominou o Tocantins.
Veio Mauro Carlesse, que começou a fincar as bases para a estruturação fiscal do Estado — Mauro Carlesse foi mais um presidente da ALETO que chegou ao poder graças a cassação de um governador — mas se perdeu pelo caminho e foi vítima da maldição do Palácio Araguaia, hoje chamado Palácio governador José Wilson Siqueira Campos — e para não ser cassado teve que renunciar.
Todos esses anos o G-5 concentrou muito poder nas mãos e usa dele para beneficiar-se em detrimento aos pequenos municípios do Tocantins, em especial aos do Bico do Papagaio. Querem continuar no governo para garantir a fatia maior do bolo e jogar as sobras para outros municípios menores. Em suma, se temos que culpar alguém pelos males do Tocantins, que seja no G-5 que sempre foram os mandatários.
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