Associar os supostos crimes de uma pessoa ao seu parente importante é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. O sobrinho do governador Wanderlei Barbosa foi preso na operação que aponta supostos vazamentos de decisões de operações no Estado do Tocantins e logo adversários políticos do governador trataram de enfatizar o parentesco. A jogada é um método muito utilizado para distrair mentes e focar o pensamento do leitor na pessoa mais conhecida e associá-lo aos atos daquele com menos visibilidade. Com isso, a mente de quem ouve a narrativa acredita piamente que ambos estão mancomunados, ignorando fatos que dizem o contrário.
O governador não é investigado na operação que prendeu o seu sobrinho, nem ao menos é ditado, derrubando toda narrativa construída em cima do caso. Para justificar a narrativa, eles apontam uma investigação contra o governador, que eles imaginam — observem bem, imaginam, não tem alguma correlatividade com a realidade — que foi vazada ao governador pelo sobrinho. O que é dito na mídia não passa de especulações meramente políticas, por conta da aproximação das eleições estadual ano que vem. Mas Wandelei Barbosa não será candidato, talvez não, mas irá apresentar seu sucessor, e esperam que o seu pupilo seja manchado com as narrativas construídas no presente.
Efeito Amélio
Essa desonestidade intelectual com métodos bem definidos mira Wandelei Barbosa, mas o alvo é o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres, que vem despontando como favorito na corrida pelo governo do Estado nas eleições de 2026 com apoio do atual governador. A ojeriza de alguns meios de comunicação e políticos profissionais dos grandes centros, o famoso G-5 ao presidente do legislativo estadual, esconde um sentimento xenofóbico pela região que o parlamentar representa. Essa elite política e intelectual não engole o fato de um biquense despontar como favorito para governá-los, seu ego está acima de qualquer coisa.