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OAB Augustinópolis rompe o silêncio e se manifesta sobre videos polêmicos entre juiz e advogada

“A Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção de Augustinópolis/TO, tem como missão a defesa incondicional das prerrogativas da advocacia, mas também atua com zelo, responsabilidade e respeito à verdade dos fatos. Condutas abusivas devem ser combatidas, mas sem presunções ou julgamentos apressados.

19/04/2025 às 21h41 Atualizada em 19/04/2025 às 23h15
Por: Keops Mota
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OAB Augustinópolis rompe o silêncio e se manifesta sobre videos polêmicos entre juiz e advogada

 

 

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Augustinópolis se manifestou, na data de hoje, 19 de abril de 2025, após a grande repercussão de um vídeo publicado por um blog local, que registra um momento de tensão entre o juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca, Dr. Alan Ide Ribeiro da Silva, e a advogada Dra. Cássia Cayres durante uma audiência criminal e uma sessão do tribunal do júri.

 

O trecho divulgado mostra o magistrado em tom exaltado, gerando reações imediatas entre membros da advocacia local, sobretudo após a advogada alegar, em requerimento, que teria sido vítima de conduta discriminatória de cunho machista por parte do juiz, principalmente pela forma como as audiências vêm sendo conduzidas e pela postura adotada durante o ato processual.

 

A polêmica ganhou ainda mais repercussão após o próprio magistrado se manifestar nos comentários da publicação feita pelo blog, afirmando que o vídeo publicado apresenta cortes que não revelam o contexto completo da audiência. Segundo ele, a advogada teria insistido em realizar perguntas sobre o consumo de álcool pela vítima horas antes das agressões, o que, para o juiz, configuraria uma tentativa de descredibilização do relato da vítima.

 

Em seu comentário, o magistrado afirmou:

 

“Doutora, o vídeo retrata cortes. Agora, não revela que a vítima estava sendo indagada sobre ela ter ingerido bebida alcoólica horas antes das agressões, denotando interesse em descredibilizar sua versão das agressões sofridas a pretexto dela supostamente merecer o ato. O pior, a senhora sabe o que a vítima relatou? As horas de tortura física e psicológica que sofreu, além dos estupros, ameaças e ter o seu cabelo cortado por duas vezes com o uso de uma faca, bem como ser mantida nua para não fugir?”

 

A publicação do magistrado gerou ainda mais divisões entre profissionais da Comarca, e passou a circular entre grupos de advogados questionamentos sobre o posicionamento da OAB local frente à situação. Diante disso, o presidente da Subseção de Augustinópolis, Dr. HC Ademar de Sousa *PARENTE*, veio a público prestar os devidos esclarecimentos e apresentar as medidas já tomadas pela instituição.

 

Segundo ele, a Subseção não se omitiu em nenhum momento. Pelo contrário, convocou uma reunião oficial com a presença do presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB Subseção de Augustinópolis, Dr. Rodrigo Aparecido, para ouvir os profissionais da Comarca e estabelecer um caminho institucional adequado.

 

Contudo, apesar de amplamente divulgada, a reunião contou com apenas 19 participantes — número muito abaixo do total de aproximadamente 120 advogados e advogadas que atuam na região. Durante o encontro, ficou deliberado que qualquer violação de prerrogativas deveria ser formalizada por escrito e protocolada até a data acordada, para que as representações fossem reunidas e enviadas à Seccional da OAB/TO e, se necessário, ao CNJ. Até a data limite, nenhum documento foi protocolado.

 

A Diretoria da OAB Subseção de Augustinópolis/TO, também reforçou que está à disposição da advogada Cássia Cayres e de toda a advocacia da Comarca, para colher relatos, representar a classe e tomar as medidas cabíveis, sempre dentro dos limites e do devido processo legal. Reuniões com a Seccional já estão agendadas, e a Comissão de Prerrogativas da OAB/TO está analisando tecnicamente os conteúdos divulgados e seus desdobramentos.

 

“A Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção de Augustinópolis/TO, tem como missão a defesa incondicional das prerrogativas da advocacia, mas também atua com zelo, responsabilidade e respeito à verdade dos fatos. Condutas abusivas devem ser combatidas, mas sem presunções ou julgamentos apressados. É com equilíbrio que construiremos soluções efetivas”, concluiu o presidente.

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